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AFRICA DO SUL E A CAMPANHA PARA RECICLAR MAMADEIRAS COM BISFENOL

Os primeiros 6 mil consumidores a chegarem ao centro de troca receberão mamadeiras BPA free; ação é iniciativa da Associação de Câncer do país.

A Associação de Câncer da Africa do Sul (Cansa) está convidando todos os sul-africanos a participar do Projeto de Reciclagem e Troca de Mamadeira com bisfenol A (BPA). Basta trazer mamadeiras com BPA para serem recicladas. A ação vem depois do Ministro da Saúde, Aaron Motsoaledi assinar um documento proibindo a importação, distribuição e venda de mamadeiras de policarbonato que contenham o químico bisfenol A. O documento foi assinado em 21 de outubro e começou a valer no mesmo dia. As primeiras 6.000 pessoas a trazerem as mamadeiras receberão mamadeiras “Smart Choice” BPA-free em troca. “Embora a notícia da proibição seja um passo importante, continuamos extremamente preocupados com o volume de mamadeiras com BPA ainda em uso”, disse Sue Janse van Rensburg, presidente da Cansa.
 
O BPA é encontrado no revestimento interno de latas de comida e bebida e em plásticos produzidos com policarbonato, um material que por ser muito resistente é comum em mamadeiras. As moléculas do BPA são absorvidas pelo líquido dentro da mamadeira que depois é consumido pelos bebês. O BPA age como um hormônio artificial no corpo do bebê e pode prejudicar o desenvolvimento hormonal. O bisfenol A já foi associado em pesquisas a problemas de saúde como puberdade precoce, obesidade, infertilidade, câncer de próstata e mama e doenças cardíacas.
 
Mamadeiras com BPA podem ser identificadas pelo número 7 dentro do triângulo de reciclagem, que indica outros plásticos incluindo o policarbonato ou pelas letras “PC”. No Brasil é comum encontrar a identificação do material utilizado para a fabricação da mamadeira na embalagem externa.


Fonte: www.ecoagencia.com.br